Em que pese os problemas
do sistema de saúde, o qual ainda se mostra insuficiente para atender as
necessidades da população em sua plenitude, desenvolveu-se no Brasil uma
notável capacidade técnica para a realização de transplantes. Apesar desse fato
e da fantástica evolução da tecnologia médica em favor da vida, o fato real é
que o sucesso dos transplantes, como nenhuma terapia, depende da participação
da sociedade através da doação de órgãos.
Qualquer pessoa pode doar órgãos. Nenhuma religião é contra a doação. Pelo contrário, toda religião apoia o amor aos outros, que inclui o ato de doar-se. Para um transplante de órgãos, só importa a compatibilidade entre você e as várias pessoas que esperam um coração, um pulmão, um rim. Uma vida.
Qualquer pessoa pode doar órgãos. Nenhuma religião é contra a doação. Pelo contrário, toda religião apoia o amor aos outros, que inclui o ato de doar-se. Para um transplante de órgãos, só importa a compatibilidade entre você e as várias pessoas que esperam um coração, um pulmão, um rim. Uma vida.
Promover a discussão do assunto na
comunidade escolar, entre a família, nas igrejas, órgãos públicos, é o que
motivou a elaboração do projeto. “No Brasil, a pesar de sermos uma nação com tecnologias
de transplante bem avançadas, estamos tendo dificuldades em avançar na parte
social, na comunicação com os futuros doadores. Todos somos candidatos a
doarmos órgãos, a morte é certeza para todos, e porque não transformarmos morte
em vida?” Comentou Dr. Elbio.
A marcha também servirá para instruir
a comunidade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, e da
fundamental importância de o doador avisar seus familiares sobre a questão.
"Transplante é muito mais do que uma simples
cirurgia. É um procedimento que envolve a mais profunda conexão entre seres
humanos." - James F. Burdick
O transplante é, sem dúvida, a
tão esperada resposta para milhares de pessoas com insuficiências orgânicas
terminais ou cronicamente incapacitantes. É, sem dúvida, um procedimento médico
com enormes perspectivas, porém impossível de ser executado sem o consentimento
de uma população consciente da possibilidade, da necessidade e responsabilidade
de depois da morte, destinar os seus órgãos para salvar vidas.
A conscientização da sociedade como um todo, tarefa de
longo prazo, deve ser iniciada nas escolas, o centro ideal de formação integral
dos jovens, incluindo o exercício da cidadania.
Neste sentido, a incorporação
dessa temática nos conteúdos curriculares dos diversos níveis de ensino é
determinante para se lograr uma atitude crítica que permita o debate e a
análise dos avanços científicos que influenciam a nossa saúde e determinam o
rumo da nossa existência. Afinal de contas, os estudantes de hoje são os
futuros médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, biólogos,
engenheiros, pesquisadores, técnicos de laboratórios, cidadãos, governantes e
potenciais doadores e receptores de órgãos, beneficiários da admirável
tecnologia dos transplantes.
O evento deve acontecer no dia 15 de
novembro de cada ano.
Patrick René
