10 de abr. de 2012

Doação de órgãos e Tecidos em Pauta


O Vereador Elbio Esteve (PSDB) entrou com projeto de lei criando a “Marcha Municipal de Conscientização Sobre Doação de Órgãos e Tecidos.”.

Em que pese os problemas do sistema de saúde, o qual ainda se mostra insuficiente para atender as necessidades da população em sua plenitude, desenvolveu-se no Brasil uma notável capacidade técnica para a realização de transplantes. Apesar desse fato e da fantástica evolução da tecnologia médica em favor da vida, o fato real é que o sucesso dos transplantes, como nenhuma terapia, depende da participação da sociedade através da doação de órgãos. 

 Qualquer pessoa pode doar órgãos. Nenhuma religião é contra a doação. Pelo contrário, toda religião apoia o amor aos outros, que inclui o ato de doar-se. Para um transplante de órgãos, só importa a compatibilidade entre você e as várias pessoas que esperam um coração, um pulmão, um rim. Uma vida.

Promover a discussão do assunto na comunidade escolar, entre a família, nas igrejas, órgãos públicos, é o que motivou a elaboração do projeto. “No Brasil, a pesar de sermos uma nação com tecnologias de transplante bem avançadas, estamos tendo dificuldades em avançar na parte social, na comunicação com os futuros doadores. Todos somos candidatos a doarmos órgãos, a morte é certeza para todos, e porque não transformarmos morte em vida?” Comentou Dr. Elbio.

A marcha também servirá para instruir a comunidade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, e da fundamental importância de o doador avisar seus familiares sobre a questão.

"Transplante é muito mais do que uma simples cirurgia. É um procedimento que envolve a mais profunda conexão entre seres humanos." - James F. Burdick
O transplante é, sem dúvida, a tão esperada resposta para milhares de pessoas com insuficiências orgânicas terminais ou cronicamente incapacitantes. É, sem dúvida, um procedimento médico com enormes perspectivas, porém impossível de ser executado sem o consentimento de uma população consciente da possibilidade, da necessidade e responsabilidade de depois da morte, destinar os seus órgãos para salvar vidas. 

A conscientização da sociedade como um todo, tarefa de longo prazo, deve ser iniciada nas escolas, o centro ideal de formação integral dos jovens, incluindo o exercício da cidadania. 

Neste sentido, a incorporação dessa temática nos conteúdos curriculares dos diversos níveis de ensino é determinante para se lograr uma atitude crítica que permita o debate e a análise dos avanços científicos que influenciam a nossa saúde e determinam o rumo da nossa existência. Afinal de contas, os estudantes de hoje são os futuros médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, biólogos, engenheiros, pesquisadores, técnicos de laboratórios, cidadãos, governantes e potenciais doadores e receptores de órgãos, beneficiários da admirável tecnologia dos transplantes.

O evento deve acontecer no dia 15 de novembro de cada ano. 

Patrick René  

4 de abr. de 2012

Dia Mundial do Autismo


Não foi à toa que a ONU (Organização das Nações Unidas) decretou todo 2 de abril como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day), desde 2008. Este é o quinto ano do evento mundial, que pede mais atenção ao transtorno do espectro autista (nome oficial do autismo), que é mais comum em crianças que AIDS, câncer e diabetes juntos.

Pensando na dura realidade enfrentada pelos autistas, foi que nesta segunda-feira o Vereador Elbio Esteve, protocolou um requerimento, que deve ser remetido a Câmara Federal, solicitação agilidade na aprovação do PL 1631/11, do Senado, que cria uma política de proteção dos direitos dos autistas e os equipara às pessoas com deficiência.

Atualmente, por não ser considerado deficiente, o autista não consegue ser atendido no sistema público de saúde.

Conforme informou Dr. Elbio: “O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de transtorno invasivo do desenvolvimento (TID) também conhecido como transtorno global do desenvolvimento (TGD). Para muitos, o autismo remete à imagem dos casos mais graves, mas há vários níveis dentro do espectro autista. Nos limites dessa variação, há desde casos com sérios comprometimentos do cérebro além de raros casos com diversas habilidades mentais, como a Síndrome de Asperger (um tipo leve de autismo) – atribuído inclusive a aos gênios Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Mozart e Einstein. Mas é preciso desfazer o mito de que todo autista tem um “superpoder”. Os casos de genialidade são raríssimos..

A proposta, aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, ainda depende de análise de outras duas comissões e do Plenário da Câmara Federal.



Patrick René